Intercâmbio em Manchester: a experiência de Júlia e Ângelo

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A vontade de viajar pela Europa, o desejo de praticar o inglês e o interesse pela cultura britânica fizeram com que Júlia e seu marido Ângelo escolhessem fazer intercâmbio em Manchester, na Inglaterra. Confira como foi a experiência deles viajando pela Scool.

Júlia Victor e Ângelo Azevedo, 33 e 35 anos, saíram de Natal para passar dois meses na Europa entre o final da primavera o início do verão. Mas em vez de ir apenas passear, eles escolheram fazer primeiro quatro semanas de intercâmbio em Manchester.

“Valeu muito a pena! Espero ter a oportunidade de fazer outro intercâmbio no futuro”, resume Júlia. Quer saber como é estudar inglês em Manchester? Olha só a entrevista que ela deu para a Scool:

Como é fazer intercâmbio em Manchester

Por que vocês escolheram ir para Manchester?

Primeiramente porque queríamos, depois que terminassem as aulas, viajar pela Europa. Se fôssemos para os EUA, por exemplo, não teríamos contato com tantas culturas diferentes. No caso da Europa, pudemos facilmente visitar outros países.

Além disso, escolhemos o Reino Unido porque gostamos muito do sotaque britânico e nos interessamos pela cultura e história do país.

E Manchester foi uma ótima opção porque queríamos ir para uma cidade grande e bem estruturada, já que vivemos em Natal, que é relativamente pequena. Mas ao mesmo tempo não buscávamos algo tão grande ou tão caro quanto Londres.

O custo de vida em Manchester é mais em conta que na capital. E como Londres é muito turística, você encontra lá muitos estrangeiros e pessoas que estão só de passagem.

Em Manchester, muitas das pessoas com quem convivíamos eram de lá mesmo. Achamos mais interessante para conversar e ter uma imersão na cultura local.

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Como é a escola em que estudaram?

Estudamos na The Language Gallery e adoramos. A escola fica muito bem localizada, bem no centro da cidade. Perto de ônibus, metrô, pubs e restaurantes.

Fazíamos tudo no centro depois das aulas e só voltávamos pra casa no fim do dia, então foi ótimo ter a escola como ponto de apoio pra deixar as coisas e até fazer refeições, porque tínhamos acesso a uma cozinha. A estrutura é ótima!

Além disso, os professores eram muito atenciosos. Sempre perguntavam se precisávamos de alguma coisa e queriam saber como estávamos nos sentindo, já que estávamos longe do nosso país. Eles conversavam muito com a gente e faziam com que nos sentíssemos em casa.

As aulas eram bem dinâmicas e tinha sempre atividades extra, como umas dinâmicas interativas à tarde. Toda sexta-feira tem “smart learning”, atividade em que a escola leva os alunos pra visitar algum lugar, como um museu.

Qual era a faixa etária dos estudantes?

Durante o período em que estivemos lá, achei bem mesclado. Na minha sala, uma parte tinha entre 20 e 30 e outra uns 30 e poucos, como eu e Ângelo. Na sala dele também tinha um pessoal mais “maduro”, talvez por Manchester não ser um dos destinos mais populares. Nos surpreendemos positivamente.

Na minha sala, por exemplo, tinha outro brasileiro mais ou menos da minha idade e uns três alunos mais novos, mas foi super tranquilo quanto à idade. Criamos vínculo de amizade, íamos passear juntos depois da aula. Um francês da minha turma tinha 21 anos, mas não tinha “cabeça de adolescente”.

Ficaram em que tipo de acomodação?

Alugamos quartos privativos em AirBnbs. Passamos duas semanas em uma casa e duas em outra, o que foi bom porque pudemos conhecer famílias diferentes e bairros diferentes.

Foi muito interessante porque um apartamento ficava a uns 30, 40 min de ônibus da escola e outro a uns 20 minutos. Isso nos permitiu vivenciar melhor a cultura local, fora do centro da cidade, nos bairros realmente residenciais.

Tínhamos nosso quarto privado com banheiro e compartilhávamos os outros ambientes, onde podíamos interagir com nossas anfitriãs. Uma das nossas hosts era uma senhora que morava só, e toda noite ela sentava com a gente na hora do jantar pra conversar e saber como tinha sido nosso dia. Foi muito legal.

A outra era uma mãe com dois filhos. Não encontrávamos tanto com ela porque estava mais ocupada, mas sempre nos dava atenção.

Gostaram da cidade?

Estádio Old Trafford – Manchester United

Adoramos. O único porém é o clima. Às vezes era como se houvesse quatro estações no mesmo dia, mas quanto a isso não tem o que fazer, né? No início de maio, quando chegamos lá, eles estão saindo da primavera, mas ainda assim é frio. Mas se agasalhando bem, não tem problema.

A cidade é muito estruturada, organizada. Outro ponto positivo foi que não tivemos muito contato com brasileiros, que era um receio da gente. Não aconteceu de escutarmos muito português.

Havia poucos brasileiros na escola e também não escutávamos português quando andávamos na rua, como acontecia em Londres. Por isso, achamos que nosso intercâmbio em Manchester ofereceu uma experiência bem aprofundada no idioma.

O que faziam no tempo livre após as aulas?

Passeando por Manchester

Nos matriculamos numa academia pra não ficarmos parados nesse tempo, então íamos quase sempre depois do almoço. Em Manchester tem muitos museus e a maioria tem entrada gratuita, o que também achamos muito bom.

Nos finais de semana fomos pra cidades próximas, como Liverpool, Chester e York, aonde é muito fácil de chegar de trem.

E também alugamos um carro e fomos até Bath, no sul do país. Foi uma experiência nova, já que nunca tínhamos dirigindo na mão inglesa.

Não experimentamos a vida noturna, tipo baladas e festas, mas fomos pra ótimos pubs. As cervejas são excelentes e adoramos essa cultura dos pubs!

O que acharam do custo de vida em Manchester?

Estava com um pouco de medo em relação a isso, mas como nas casas e na escola tínhamos acesso à cozinha, íamos no supermercado e fazíamos nossa própria comida. Isso ajudava muito a economizar com refeições.

Além disso, a maioria das atrações turísticas tem entrada grátis, e quando íamos ao cinema tínhamos desconto por sermos estudantes. O transporte interno também não saía caro, porque comprávamos um passe semanal de ônibus e podíamos usar quantas vezes quiséssemos.

Acabamos gastando menos do que esperávamos, mesmo sem deixar de fazer as coisas que queríamos. A parte “salgada” foi quando fizemos as viagens curtas, de fim de semana. Mesmo assim, não achei nada absurdo.

E o que acharam da gastronomia local?

Estranhamos um pouco a comida, porque os ingleses não têm uma identidade culinária muito forte. Mas Manchester tem muitos restaurantes de várias culinárias do mundo, tipo indianos e mexicanos.

Quando apertou a saudade da comida da gente, fomos num restaurante brasileiro muito bom, que pareceu ser frequentado principalmente por ingleses. De todo jeito, é fácil se adaptar, porque dá pra comprar comida no supermercado.

Fariam algo diferente se pudessem ter essa experiência novamente?

Passar mais tempo. Com o nível de inglês que tínhamos quando saímos do Brasil (intermediário), as primeiras semanas foram um pouco difíceis. Era muita informação pra assimilar.

Com os 30 dias, me acostumei ao inglês. Mas pra ficar mais autoconfiante, mais familiarizada com a língua, precisaria de mais tempo. Quanto mais tempo você ficar, melhor, especialmente pra treinar a fala. Pra melhorar o vocabulário, ter mais autoconfiança pra falar. Mas foi muito, muito bom. Espero poder ter essa oportunidade de novo!

Obrigada por compartilhar com a gente sua experiência no intercâmbio em Manchester, Júlia!

Se você leu a entrevista e ficou com vontade de saber mais sobre o assunto, entre em contato com um dos consultores da Scool.

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